quarta-feira, 20 de junho de 2007

Colecionadores que somos

Colecionadores que somos

A vida é realmente fabulosa, incrível, que de alguma forma, somos todos, colecionadores. Colecionadores que somos, de momentos,
oportunos e mais ainda, de momentos importunos.
Ela (a vida) me proporciona tantos e tantos momentos inesquecíveis, que minha cabeça, já é um museu vivo.
Coleciono momentos, que para você, são tolices, mas que para mim, é a preciosidade de meu viver.
Coleciono: a chuva de folhas da chácara; a pouso da borboleta sob a pedra; as correntezas do riacho; o assoviar do vento em minha barraca; as mãos calejadas da cozinheira; o laurel, conquistado no ultimo campori; a barraca de um amigo inundada; pão seco, no desjejum, do clube à minha frente; as lagrimas de alegria, daquele conselheiro, que conquistara pela primeira vez a pontuação máxima; as chuvas infindáveis, dias antes do inicio do campori da DSA; abraço de despedida dos desbravadores, que se conhecerão no campori; o olhar de compaixão do Pr. Köhler; as palavras POWER, POWER, POWER no campori da DSA; enfim são tantos.
Colecionadores que somos de milhões de coisas, mesmos assim, ainda temos aqueles que não acredita que existe um Deus, que nas coisas mais comum da vida, mostra-nos que ainda manda e é dono de tudo.
Deixe de ser cético, pois queres prova maior do que nossas coleções.


Detalhes - I


Detalhes – I

Às vezes, de tanto não fazer nada, começo a lembrar dos detalhes, que sem perceber, fazem à diferença em um campori. Esta semana, escreverei sobre este pequeno detalhe (um dos vários) que no final faz uma grande diferença, que ao seu olhar, é inútil, é algo tão irrelevante, pois somente nos usurparão alguns pontos, entretanto a meu ver, são este e outros tantos detalhes que traz o laurel dos grandes vitoriosos. Dia de provas no campori, após um reforçado desjejum – para alguns – e um simples “pão com um copo de leite” para outros, saem o batalhão para as provas. Para alguns, é o dia que decidirá o rumo do clube, para outros é somente mais um dia, já que, eles vieram para só “participar” e não mostrar seu potencial. Como é difícil e suado conseguir os miseres pontos. Corre aqui, se inscreve lá, e logo, vamos superando as provas, que tanto nos preparamos antes. Em meio à turbulência, à espera de nossa vez, olhei para o lado e vi uma conselheira aos berros, falando para os membros de sua unidade: “-Vai, corre! Isso pega a corda, dá aquele nó. Isso! Por cima, agora, por baixo. Puxa! Vai, puxa, não, a outra ponta...” E lá, estava, ela (a conselheira) aos berros, como que não acreditasse em suas desbravadora, no que, a mesma estava executando. Depois de muitos minutos decorridos, a unidade terminará sua prova. “Ar de felicidade” – como se estivesse bom, com toda aquela demora – a unidade toda feliz, recebe seus pontos. Que alegria! Que satisfação! Uffa, conseguimos! E o tão desejado ponto, que no fim é somado, para assim, dar o padrão, categoria, seja como for à sua associação, é conquistado por todos. Decorrido, todo o dia de prova, a programação da noite. É hora de se recolher. É jus, nessa hora, que quero falar sobre este pequeno, porem, no fim o grande detalhe. Dá o primeiro toque, e aquele barulho - como se fosse um aglomerado de bichos, que grita para se comunicar – ainda continua. E não é que vejo aquela conselheira e suas unidade, passeando e brincando pela “rua” da área de acampamento. Até aí, tudo bem, afinal foi dado só o primeiro toque. Segundo toque. O barulho diminui, porem, ainda continua. Os desbravadores do meu clube, todos já dormindo em suas respectivas barracas. Precisei ir até a cozinha. A conselheira e suas meninas estavam ainda, cantando e fazendo anarquia dentro de sua barraca. Podre unidade! Mal sabiam elas, que naquele instante o fiscal (STAFF) estava usurpando os seus miseres pontinhos, que durante o dia conquistara. Detalhes! Espero que você, não seja como estas desbravadoras e muito menos esta conselheira, que não sabe agir com a cabeça. Será que você líder, pode ao menos começar ensinando dos detalhes? Pois se continuarmos a ter esses lideres inatos, que querem apenas se aparecer, veremos ainda por muitos e muitos camporis, os ‘abestalhados” conselheiros, que tanto treina, ensina, se mata nas provas, que, porem, peca e se perde nos mínimos detalhes. Alerta-vos, ainda, compreender o verdadeiro sentido de ser DESBRAVADOR.

Amor ao próximo


Amor ao próximo

Nós seres humanos, somos todos tolos, bem queira em alguma coisa ou outra, somos de alguma forma inerentes à tolice, inerentes de pensar que tudo está bom dessa ou daquela forma, inerentes a observar (enxergar) aquilo que só a nós provem, inerentes à pensar que o mundo gira em torno de nosso umbigo. Passando estes dias por uma praça, deparei-me com um jovem rapaz, cabisbaixo, com ar que tudo estava perdido, sem esperança, sem a quem recorrer naquele momento (quiçá), estava enfim jogado as traças no meio fio. O mais interessante é que aquele quadro que do qual me deparei é tão rotineiro, tão comum, quanto eu esvairá em meus pensamentos, entretanto, naquela manha fria, estava eu, mergulhado a observar tudo que se rodeia, acordara com a idéia de ao menos uma manha sobreviver ser induzido aos dogmas que a sociedade colocou e vem, dia-a-dia, colocando em nosso tão passageiro momento de vida na Terra. Estava disposto sim, a tirar lições que a vida me proporciona com as coisas corriqueiras da minha vida. Ao observar aquele quadro desolador, lembrei-me de um vídeo proposto e feito por Daniel Goldri, que traz por título: “Eu posso fazer melhor”. Agora, juntando como as palavras de Goldri e este lamentável quadro, minha mente desvairou, sobre o que tenho feito para melhorar este quadro. O que nós (às vezes achamos-nos melhor do que o jovem rapaz) tem feito para mudar, não só esta situação, mas outras tantas. Talvez você pense que ser DESBRAVADOR é somente vestir seu uniforme pra isso ou aquilo, é somente viver se preparando pra camporis, é somente freqüentar as reuniões, ir lá marchar, fazer nós, etc. Meus caros, ser DESBRAVADOR é transpassar os limites da vida, os meus limites. O que você faria nessa situação? Convidava-o para ir a igreja? Falava de Jesus pra ele? Tenho certeza que muitos fariam isto, em contrapartida, passava ao lado e nem mesmo se daria por conta que aquele ser, é igual a mim, que Cristo, morreu por ele também. O que te torna diferente dele? Um dos mandamentos de Deus é: “Amar ao próximo como a ti mesmo.” Você tem feito isto? Se pensar que guardar o sábado (somente) o levará para o céu. Permite-me lhes dizer, que não iras para o céu pesando e agindo dessa forma. O caminho que nos leva pra o céu é estreito, e jus faz nela, “Amar ao próximo como a ti mesmo”, faça a parte que lhe cabe nessa jornada. E agora, você que graças a Deus tem feito algo em prol, quero me dirigir a você e fazer minhas as palavras de Goldri, “EU POSSO FAZER MELHOR”. Como? Atente ao seu redor e veraz a resposta, naquela manha fria, Deus me proporcionou a resposta, bastou eu atentar. Atente você também para encontrar esta resposta. Pense, reflita e veja que a grandeza para trilhar o estreito caminho está a um palmo da sua face.

COZINHA


COZINHA


Após um bom, gostoso e apetitivo almoço de sábado do acampamento, assentei-me sob uma árvore que proporcionava uma vista maravilhosa para as montanhas, pus-me a refletir sobre o que escreveria esta semana, vislumbrando as montanhas que me separa por um rio, veio em minha mente a triste lembrança de um campori. Ah, com é triste lembrar e saber que infelizmente verei ainda por alguns camporis esta situação - isso dependerá da sua força de vontade – A triste lembrança que tive, é quando vejo em todos os camporis as cozinhas montadas (ou feita lá) pelos clubes. Infelizmente nos deparamos de um lado enormes e bonitas cozinhas, verdadeiros restaurantes, e do outro, aquelas “cozinhas” (se assim pode ser chamado) feita de bambu, um plástico preto (inadmissível), levanta aqui, estica lá e pronto a “cozinha” esta montada. Frente a esta imagem terrível de um campori, pergunto: Onde esta o diretor que permite que isto aconteça? Será que este diretor sabe que seus desbravadores não são bichos, para comer em um lugar assim (se é que tem cadeiras)? Será que ele se sente confortável em um ambiente desse? Espero sinceramente que não há diretor que pense dessa forma, “que está tudo perfeito”. Meu Deus! Quero não acreditar nisso, más quando vejo estas discrepâncias no campori, percebo que temos sim, uns que pensa e age dessa maneira. Fico tão revoltado com isso. Tu podes esta achando que eles não fazem por querer e sim, porque as condições financeiras do clube não permitem. Sinto muito, pensa totalmente errado. Os clubes que não tem uma cozinha digna - não precisam ser restaurantes - para oferecer aos seus membros, é clube que não vai a luta. Comem em barracos porque querem. Hora, não sejamos tolos em pensar que eles não têm condições, isso é tão real pra eles, quanto pra qualquer um, no entanto existem aqueles que pensam: “Eu não tenho condições, mas alguém tem e pode me ajudar.” Você LIDER, vá à LUTA pelo clube, vista a camisa de verdade. Ir a luta é correr atrás de apoio, é vender aqui pra investir ali. Ir a luta é guerrear de todas as maneiras e com todas as armas, uma delas orar, é transpor montanhas, rios, vales ou quaisquer obstáculos – Quem foi que disse que ser líder é fácil? – Para finalizar, um provérbio Chinês: “Uma jornada, (...) começa com um simples passo.” Dê você o seu passo em busca da sua cozinha. Vá à luta, seja um verdadeiro DESBRAVADOR.